Torci o joelho no futebol, preciso ir ao médico?

torci o joelho

Por se tratar de um esporte de alto impacto, o futebol está altamente sujeito ao desenvolvimento de diversos tipos de lesão. Uma das lesões mais comuns nesse esporte é a torção de joelho, que pode prejudicar o bom andamento da prática esportiva e até mesmo impedir que o atleta continue mantendo as suas atividades. Torci o joelho no futebol, e agora?   É claro que diante de uma lesão desse tipo, existe uma grande preocupação quanto a possibilidade de retomar a prática esportiva e garantir uma total recuperação. Por essa razão, é muito importante buscar ajuda de um médico especialista para iniciar o tratamento o quanto antes e garantir os melhores resultados.   Torci o joelho: qual a estrutura que foi lesionada?   A torção de joelho geralmente está relacionada com uma lesão nos ligamentos dessa articulação. Por se tratar de uma estrutura altamente complexa, o joelho conta com diversos ligamentos para conseguir manter a sua mobilidade e realizar todos os movimentos necessários para nossa rotina.   Os principais ligamentos do joelhos são:   Ligamento cruzado anterior; Ligamento cruzado posterior; Ligamento Medial colateral; Ligamento colateral lateral.   Dentre essas quatro estruturas, o ligamento mais lesionado é o ligamento cruzado anterior. A sua lesão acontece por conta de um excesso de estiramento da estrutura, causado por um movimento de torção além da capacidade da articulação. No futebol, essa lesão acontece quando os pés permanecem plantados de um lado mais o joelho acaba rotacionado e na outra direção.   Em segundo lugar, o ligamento cruzado posterior acontece diante de um impacto direto na articulação, seja durante uma partida de futebol ou um acidente. No caso do ligamento medial colateral a lesão acontece quando o joelho é deslocado para a parte de dentro fazendo com que a estrutura se danifique.   As lesões ligamentares são classificadas de acordo com a sua gravidade, sendo:   Grau 1, quando ocorre um entorse com leve dano às estruturas ligamentares; Grau 2, quando o ligamento apresenta uma ruptura parcial; Grau 3, quando há a ruptura total do ligamento desencadeando a instabilidade.   Esse tipo de lesão costuma ser notada imediatamente principalmente por conta da dor. Dois está lido o paciente também pode relatar inchaço e hematomas na articulação lesionada e dependendo da gravidade da lesão também pode ocorrer dificuldades para sustentar o peso do corpo com o membro afetado.   Nos casos mais leves, o paciente continua mantendo a realização das suas atividades, mas relata instabilidade e dor recorrente. É muito importante que o tratamento seja iniciado imediatamente para evitar que novas lesões aconteçam aos tecidos adjacentes, como é o caso das rupturas meniscais e as lesões cartilaginosas.   Leia também: Lesão de menisco jogando futebol: quais os sintomas?   Qual o tratamento para lesão ligamentar do joelho?   Antes de determinar qual a melhor abordagem a ser implementada, o médico deve realizar uma avaliação do quadro para determinar-se a presença de inchaço, rigidez ou sensibilidade. Esse diagnóstico vai ajudar a determinar o melhor tratamento e garantir que o paciente tenha uma total recuperação.   A escolha da abordagem vai levar em consideração todos os aspectos e do quadro do paciente sendo que na maioria dos casos o tratamento pode ser conservador. A abordagem conservadora pode incluir:   Aplicação de compressas de gelo; Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios; Utilização de órtese para proteger a articulação; Fisioterapia.   Nos casos mais graves o paciente pode ser submetido ao tratamento cirúrgico, principalmente quando há uma ruptura total do ligamento. Essa cirurgia também pode ser recomendada nos casos onde o paciente precisa retomar a prática esportiva o quanto antes.   Para garantir que o tratamento ideal seja iniciado, é imprescindível buscar ajuda de um médico de confiança. Esse profissional vai conseguir avaliar o seu quadro e garantir que o tratamento ideal seja iniciado o quanto antes.  

Dor atrás do joelho, o que pode ser?

dor atrás do joelho

A dor no joelho pode ser uma condição bastante incômoda e causar um grande impacto na rotina e realização de atividades físicas. No caso da dor atrás do joelho é muito importante realizar uma avaliação com o médico especialista para determinar qual a causa dos sintomas e iniciar um tratamento de acordo com a estrutura que está sendo afetada.   Embora pareça simples, o diagnóstico da dor atrás do joelho é muito complexo e difícil de tratar. Isso porque ela pode ter inúmeras causas como danos nos nervos, ruptura muscular, lesões nos tendões, entre outros. Por essa razão, é fundamental buscar a ajuda de um médico especialista para determinar um diagnóstico preciso e precoce da condição.   Quais podem ser as causas da dor atrás do joelho?   A anatomia da região posterior do joelho é bastante complexa. A musculatura da panturrilha e da coxa acabam passando por essa área, como é o caso do grande músculo isquiotibial que se conecta aos ossos da perna a partir da parte de trás do joelho. No caso da musculatura da panturrilha também existe um grande músculo que cruza o joelho para formar o tendão de Aquiles.   Nesta região também podem ser encontrados diversos vasos sanguíneos e nervos importantes que são responsáveis pela nutrição das extremidades do nosso corpo. Por esse motivo, a dor atrás do joelho pode ter inúmeras causas.   O diagnóstico deste problema vai depender de um processo completo de avaliação realizado pelo médico. Além da análise do histórico do paciente também são realizados exames físicos e de imagem para determinar o diagnóstico.   A radiografia é utilizada para detectar sinais de Artrite no joelho e a ressonância magnética consegue demonstrar com mais especificidade problemas que afetam os tecidos moles como os músculos e tendões. O médico também pode solicitar exames laboratoriais, neurológicos e ultrassonográficos, dependendo dos resultados obtidos com as primeiras avaliações.   Dentre as principais causas de dor atrás do joelho podemos citar:   Osteoartrite   A artrite do joelho é uma das principais causas de dor na parte posterior desta articulação. Isso porque ela pode causar esporões ósseos inflamados que causam dor e restrição de movimento da articulação.   Cisto de Baker   Identificados a partir de um exame de ultrassom, os cistos de Baker consistem em uma porção de líquido que exerce uma pressão nos nervos músculos e articulações resultando em dor. O tratamento dessa condição geralmente envolve a drenagem do líquido presente no cisto com uma agulha específica.   Lágrimas meniscais   Esse tipo de ruptura de cartilagem também é uma grande causa para dor atrás do joelho e pode afetar o menisco lateral ou o menisco medial. Quando ocorre a ruptura da base do menisco na região onde ele se conecta a porção central do joelho a dor pode ser intensa e causar incômodo. O tratamento dessa condição costuma ser na maior parte dos casos conservador.   Danos nos nervos   Um processo de compressão dos nervos que afetam a região também pode causar uma dor que irradia para a parte de trás do joelho, como é o caso da dor ciática ou a síndrome do piriforme.   Trombose venosa profunda   A dor causada pela trombose venosa profunda em alguns casos pode se estender até a região de trás do joelho e causar incômodo. Ainda que não afete diretamente a parte de trás dessa articulação, o paciente pode confundir a dor irradiada.   O que é necessário observar?   Existem alguns sinais que podem contribuir para o diagnóstico Como por exemplo o inchaço na região. O inchaço na parte de trás do joelho costuma estar relacionado ao desenvolvimento de cisto de Baker. Quando a dor que afeta a parte de trás do joelho também é sentida na panturrilha, é possível que o problema seja causado por uma compressão do nervo piriforme, dor lombar ou trombose venosa profunda.   Independentemente do caso, é fundamental buscar ajuda de um médico para determinar o diagnóstico correto e iniciar o tratamento o quanto antes.  

Joelho dói ao dobrar

joelho

O joelho é uma das articulações mais importantes do nosso corpo e é responsável pela realização de diversos movimentos durante o nosso dia a dia, como a flexão. A flexão de joelho é necessária para que consigamos agachar, sentar e subir escadas, mas se o seu joelho dói ao dobrar, é necessário buscar ajuda médica para uma investigação aprofundada.   Por se tratar de uma estrutura bastante complexa, muitas são as causas que fazem o joelho doer ao flexionar. Essa valiosa articulação suporta o peso corporal e é fundamental para a maior parte dos movimentos da parte inferior do nosso corpo. Porém, assim como outras estruturas, o joelho é muito suscetível ao desgaste e lesões.   Se o joelho dói ao dobrar, é necessário determinar se o problema está sendo causado por ligamentos, tendões, ossos ou músculos. As principais condições que podem desencadear dor no membro ao flexionar são:   Tendinite patelar   A Tendinite patelar é um processo inflamatório que atinge o tendão que conecta a tíbia à rótula e pode ser causado estresse repetitivo. Por essa razão, a tendinite patelar é bastante comum entre atletas que praticam esportes que envolvem saltos, como é o caso do vôlei, handebol e basquete. Devido à execução repetitiva desses movimentos, o tendão patelar acaba inflamado e enfraquecido, fazendo com que o paciente sinta dor ao flexionar.   Osteoartrite   Também conhecida como artrose no joelho, a osteoartrite é um processo degenerativo da cartilagem e do tecido fibroso conjuntivo do joelho, podendo ser causada por obesidade, envelhecimento das estruturas, atividades de alto impacto, cirurgias ou genética.   Tendinite do quadríceps    O tendão do quadríceps é responsável por conectar o músculo do quadríceps à patela que fica localizada no joelho. Essas estruturas contribuem para movimentos como subir escadas, saltar ou caminhar. A tendinite do quadríceps pode ser desencadeada por exercícios e movimentos repetitivos, sendo muito comum entre atletas. Esse processo inflamatório acaba causando dor ao dobrar o membro.   Síndrome patelo-femoral   O principal sintoma da síndrome patelo-femoral é uma dor intensa na parte frontal do joelho e ao redor. Assim como nos casos anteriores, essa doença também pode ser causada pelo uso excessivo da articulação ou traumas sofridos no membro.   Síndrome da banda iliotibial   Causada por um processo inflamatório desencadeado pelo excesso de atividades físicas, a síndrome da banda iliotibial é extremamente comum entre praticantes de corrida e também pode causar dor ao joelho ao flexionar.   Cisto de Baker   O cisto de Baker consiste em uma protuberância ou caroço que causa dor no joelho ao flexionar esta articulação. Esse problema pode ser causado por artrite, lesões cartilaginosas ou outro problema que afete diretamente a articulação. Embora não possa se agravar , o cisto de Baker causa dor e incômodo na parte posterior do joelho ao dobrar.   Bursite no joelho   A bursite é uma inflamação na bursa, que consiste em uma bolsa de líquido cujo objetivo é reduzir o atrito e absorver o impacto da articulação. A inflamação pode ser causada por impactos e causa dor ao dobrar o joelho.   Meu joelho dói ao dobrar, o que devo fazer?   É muito importante que o paciente que sente dor ao dobrar o joelho se mantenha atento a presença de outros sintomas relacionados, como:   Dor crônica; Fraqueza; Inchaço; Estalidos; Febre; Dificuldade de se movimentar.   O tratamento vai depender da condição que está fazendo com que o seu joelho doa ao flexionar, e por esse motivo é necessário buscar ajuda médica para realizar um diagnóstico preciso.   Além da avaliação clínica, o médico também poderá solicitar alguns exames complementares para verificar quais as causas da dor e a partir daí estabelecer o melhor tratamento. O mais importante é que você procure um médico assim que os sintomas surgirem para evitar o agravamento da doença e a piora da sua condição.  

Condromalácia grau 3 precisa de cirurgia?

condromalácia

Você já ouviu falar em condromalácia patelar? Afetando a patela ( ou rótula), essa condição consiste no desgaste e inflamação que afeta a estrutura cartilaginosa da articulação. Quando a condição evolui para condromalácia grau 3, o paciente pode sofrer a perda total da cartilagem favorecendo a exposição do osso subcondral, causando sintomas mais intensos. A condromalácia patelar é classificada em 4 graus distintos:   Grau 1: nessa fase da doença a cartilagem apresenta um leve amolecimento e podem surgir fissuras superficialmente. Grau 2: afetando uma camada mais profunda do tecido, o paciente com condromalácia grau 2 relata sintomas mais intensos. Grau 3: neste estágio mais grave da doença, há um comprometimento de pelo menos 50% do tecido cartilaginoso, que pode apresentar rachaduras mais profundas na sua superfície. Grau 4: nesse estágio já há a exposição do osso subcondral. Veja também: Condromalácia patelar tem cura? O que pode causar a condromalácia grau 3? As causas da condromalácia patelar podem ser diversas, mas ela está mais comumente relacionada com a sobrecarga sofrida pela patela. Essa sobrecarga pode ser favorecida por: Enfraquecimento muscular dos músculos presentes no joelho; Realização indevida ou incorreta de movimentos esportivos; Intensificação exagerada do volume de treino; Excesso de peso; Realização de movimentos repetitivos Entre outros.   O paciente com condromalácia patelar pode relatar dor localizada na porção frontal do joelho, dificuldade para realizar movimentos como subir e descer escadas e ajoelhar, e sensação de travamento. Para diagnosticar essa condição, o médico especialista irá realizar uma avaliação do quadro e do histórico do paciente, podendo solicitar alguns exames complementares para um diagnóstico mais preciso. Podem ser realizados testes físicos que envolvem a palpação de diferentes pontos da articulação para determinar a localização da dor. A condromalácia grau 3 pode ser tratada com uma abordagem conservadora mas em muitos casos é recomendada a realização de artroscopia. Uma vez que há um maior desgaste e instabilidade da articulação, a cirurgia pode ser realizada. A abordagem terapêutica vai ser determinada de acordo com a avaliação realizada pelo médico e as necessidades do paciente, sendo necessário buscar orientação de um médico especialista para iniciar o melhor tratamento para sua condição. 

Dor no joelho após prótese, é normal?

prótese

A prótese de joelho é uma alternativa utilizada para pacientes que apresentam artrose de joelho em grau muito avançado. Quando bem indicada e realizada, essa cirurgia consegue entregar excelentes resultados e com bastante segurança, mas em casos específicos alguns pacientes relatam dor no joelho após a prótese. O sucesso da cirurgia de prótese de joelho vai depender de três fatores fundamentais: Indicação correta para o procedimento; Boa realização do médico e da sua equipe; Adequação às orientações recomendadas no pós-operatório. Via de regra, o paciente ideal para a realização de uma cirurgia de prótese de joelho apresenta mais de 60 anos e destruição articular elevada. No caso de pacientes mais jovens, a cirurgia costuma ser recomendada para pacientes que sofreram a perda do menisco de forma prematura, apresentam doenças reumáticas ou sofreram fraturas muito graves. Através dessa abordagem cirúrgica o médico responsável realiza substituição dos componentes naturais do joelho prótese completa que realizará a mesma função. Por ser uma cirurgia aberta, é necessário realizar a internação por dois ou três dias para que seja administrado um antibiótico por via venosa e seja iniciado também o processo fisioterapêutico. Diferentemente do que muitos pensam, a caminhada é implementada logo após a cirurgia para combater a dor e reduzir o risco de fibrose intra-articular e trombose. Essa caminhada também contribui para a redução de risco e evitar complicações cardiopulmonares, principalmente quando realizada em pacientes idosos. A dor após a prótese de joelho é comum? O principal sintoma de que rejeitando a prótese de joelho é a dor, e diante desse sintoma o paciente deve buscar ajuda do médico responsável imediatamente. Sabemos que a dor após uma cirurgia é normal e esperada, mas quando esse sintoma acontece de maneira muito intensa pode ser sinal de que algo não vai bem. A dor após a prótese pode acontecer por determinados causas: Soltura da prótese: O avanço da medicina possibilitou o desenvolvimento de próteses mais resistentes, eficientes e com menor risco de soltura. Mas existem soluções que apresentam uma qualidade inferior que podem acabar se soltando de forma precoce após a sua implantação.  Instabilidade da prótese: A instabilidade da prótese pode estar associada à qualidade do ou o erro de técnica durante a cirurgia. Por esse motivo, nesses casos a prótese acaba se movimentando durante a movimentação e causando dor. Infecção: Embora após a cirurgia sejam tomadas medidas para evitar a infecção, em alguns casos ela pode acontecer. Essa infecção pode acontecer durante a cirurgia ou após o procedimento ( causada por uma infecção à distância, com acontece em problemas dentários). Para evitar esse tipo de problema é necessário tomar todos os cuidados pré-operatórios a fim de avaliar o estado de saúde do paciente e evitar complicações futuras. Fibrose: A fibrose também é uma das causas de dor após a prótese de joelho. Nesse caso há a formação de uma cicatriz entre as partes moles e a prótese que foi implantada, causando dor no paciente. Tendinite pós-operatória: Nesse caso a tendinite pós-operatória pode ter sido causada por um processo de reabilitação inadequado. Essa tendinite é resultado de uma sobrecarga ou excesso de movimentação durante a reabilitação do paciente, fazendo com que seja desencadeado um processo inflamatório no tendão. Doenças de quadril: Durante o processo pré-operatório é necessário avaliar a qualidade e a saúde do quadril do paciente. É muito possível que problemas no quadril acabem irradiando para o joelho e causando a impressão de que a dor está relacionada com a prótese. Aprisionamento nervoso: Nesse caso, ao aprisionamento do nervo safeno que causa dor na perna e no joelho. Esse problema pode ser facilmente resolvido através do ultrassom, infiltração articular ou cirurgia, aliviando a dor e o desconforto. Problemas vasculares:  Alguns problemas vasculares também podem causar dor após a prótese de joelho e acabam confundindo o paciente quanto ao sucesso da cirurgia. Por conta desses inúmeros motivos, é necessário que seja feita uma avaliação precisa do paciente, acompanhada dos exames necessários para identificar a causa da dor após a prótese de joelho. Nem sempre a dor após esse procedimento está relacionada com a rejeição, e cabe ao médico responsável identificar e tratar as suas causas para que o paciente consiga retomar a sua mobilidade e qualidade de vida.

Tratamento para condromalácia patelar sem cirurgia

condromalácia patelar

Caracterizada pelo processo de desgaste do tecido cartilaginoso presente na patela, a condromalácia patelar ( síndrome da dor patelo-femoral) é uma condição que pode impactar a rotina e realização de exercícios físicos pelo paciente. A degeneração cartilaginosa pode ser causada por diversos fatores, como o excesso de peso, traumas na região, problemas de alinhamento do joelho, sedentarismo, realização de atividades físicas de alto impacto e envelhecimento das estruturas. A condromalácia patelar pode ser classificada em diferentes graus: Grau 1: é notado o amolecimento da porção externa do tecido cartilaginoso, e o paciente pode apresentar inchaço e dor. Grau 2: as lesões cartilaginosas se apresentam com até 1.3 cm de diâmetro, entretanto de forma localizada. Grau 3: na condromalácia grau 3 as lesões se apresentam em um tamanho maior, mas ainda localizadas. Grau 4: no grau mais avançado da doença, já é notada a exposição do osso subcondral. A dor relatada pelos pacientes com condromalácia patelar se apresenta na região frontal do joelho e pode piorar de acordo com a realização de alguns movimentos, causando dor ao subir e descer escadas, após atividades físicas ou passar longos períodos sentado. O paciente também pode relatar inchaço localizado, estalos a movimentar a articulação e sensação de ardência. Diante desses sintomas, o médico procede com uma avaliação física do estado e dos sintomas relatados. Para obter um diagnóstico mais preciso, também podem ser solicitados exames de imagem, como a radiografia e a ressonância magnética. Por conta da dor causada, e para evitar a progressão mais rápida da doença, é importante interromper as atividades físicas durante a fase aguda, e implementar mudanças no plano de treinamento para aliviar a sobrecarga após esse período. Saiba mais: Diferença de condromalácia patelar e condropatias Tratamento de condromalácia O tratamento conservador também inclui a aplicação de compressas de gelo, medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para controle dos sintomas e fisioterapia. O fortalecimento muscular é fundamental para garantir uma maior mobilidade e manutenção do arco do movimento. Essa abordagem terapêutica vai ajudar a proteger o tecido cartilaginoso e retardar a progressão da condromalácia patelar. A infiltração com medicamentos e ácido hialurônico também pode contribuir para o tratamento de condromalácia patelar sem cirurgia, ajudando a proporcionar uma maior lubrificação e combater a dor causada pela condição. A intervenção cirúrgica só é recomendada nos casos onde o tratamento conservador não conseguiu atingir os objetivos esperados, e o paciente ainda relata sintomas intensos.