Quais patologias podem ser tratadas com o alongamento ósseo?

alongamento osseo

Você já ouviu falar em alongamento ósseo? Esse procedimento cirúrgico criado na Rússia na década de 50, vêm ganhando cada vez mais popularidade ao redor do mundo. O alongamento ósseo foi criado por Gavriil Ilizarov, e consiste em uma técnica que permite alongar um osso e as demais estruturas ao redor, de forma a aumentar o comprimento do membro ou corrigir alguma deformidade física. Com o avanço da medicina e com o aumento da popularidade, o alongamento ósseo vêm sendo aplicado no tratamento de diversas condições médicas, como: · Defeitos ósseos; · Deformidades congênitas ou adquiridas; · Osteomielite; · Fraturas não consolidadas; · Diferenças nos tamanhos dos membros (encurtamento); · Consolidações ósseas viciosas; · Necroses; · Acidentes; · Alongamento estético (para aumento de estatura). Como é feito o alongamento ósseo? Para que o procedimento possa ser realizado, o paciente precisa passar por um processo pré-operatório bem extenso e detalhado. Como é um procedimento que modifica consideravelmente o corpo e que demanda um longo tempo de recuperação, é necessário se certificar que o paciente está totalmente preparado para passar por todo esse processo. Além dos exames de imagem e laboratoriais, o paciente também passa pela avaliação com o cardiologista, psicólogo, e outras especialidades. O alongamento ósseo só é realizado se o candidato ao procedimento for liberado por todos os especialistas envolvidos no processo. Via de regra, por conta do impacto que as demais estruturas próximas sofrem com o alongamento do osso, e pela velocidade da regeneração óssea, é recomendado que seja alongado até 5 centímetros por procedimento. Dessa forma, é feita a colocação do fixador externo com a ajuda de cortes no osso, e aguardado um período de 7 dias para que o corpo se acostume com o equipamento. Passado esse período, é dado início ao alongamento em si, obedecendo ao limite de 1 milímetro por dia e totalizando 50 dias de alongamento. Dependendo da condição que está sendo tratada, pode ser necessário realizar mais de um procedimento para atingir o tamanho ideal do osso. Como é a recuperação do alongamento ósseo? Por ser um procedimento complexo, a recuperação é longa e deve ser feita de acordo com as recomendações médicas. Quando o comprimento esperado for atingido, o fixador externo é removido e o paciente dá início à nova fase do alongamento: a recuperação. Por conta das extensas mudanças sofridas pelo osso e demais estruturas próximas, a recuperação o alongamento ósseo pode levar de 200 a 250 dias. Para que tudo ocorra conforme o esperado, é imprescindível que o paciente siga todas as recomendações passadas pelo médico responsável, de forma a evitar complicações futuras. Além disso, o acompanhamento com um fisioterapeuta de confiança é essencial após o alongamento. Como esse procedimento pode impactar diversas estruturas simultaneamente, a fisioterapia é essencial para uma boa recuperação, podendo ser realizada diariamente no início para garantir um maior fortalecimento e treino de marcha. Após, a frequência pode ser modificada pela equipe responsável de acordo com as necessidades do paciente e as orientações médicas.

Quais os riscos da cirurgia de alongamento ósseo?

alongamento osseo

Muito popular na atualidade, a cirurgia de alongamento ósseo vem sendo aplicada na correção e tratamento de diversas condições, como: · Defeitos ósseos; · Deformidades congênitas ou adquiridas; · Osteomielite; · Fraturas não consolidadas; · Diferenças nos tamanhos dos membros (encurtamento); · Consolidações ósseas viciosas; · Necroses; · Acidentes; · Alongamento estético (para aumento de estatura). De forma simplificada, essa cirurgia é um tipo de distração osteogênica, ou seja: através de um corte no osso a ser alongado, é feito o afastamento das extremidades de maneira gradual. Para que isso seja possível, o médico utiliza uma ferramenta chamada fixador externo, que permite que as extremidades sejam distanciadas da forma correta e estimula a regeneração do tecido ósseo. No caso do alongamento de membros inferiores, o fixador externo pode ser posicionado no fêmur ou na tíbia, e nos membros superiores, é implantado no úmero. Independente do caso, o paciente precisa ser avaliado por diversas especialidades, incluindo um psicólogo. Isso porque, por se tratar de um procedimento longo e complexo, é importante verificar se o paciente está pronto para passar por todas as etapas. Quais as possíveis complicações no alongamento ósseo? Por ser um procedimento invasivo e que pode afetar diversas estruturas do corpo, algumas complicações podem decorrer, assim como em qualquer cirurgia. Dentre as principais complicações, podemos separá-las da seguinte forma: Complicações decorrentes do procedimento cirúrgico: · Consolidação óssea prematura; · Falha ou atraso na formação do tecido ósseo; · Lesões nos nervos (nesse caso, o nervo próximo ao osso alongado pode ser esticão além da sua capacidade); · Contraturas articulares; · Contraturas musculares; · Deformidades; · Subluxação. Complicações relacionadas com o fixador externo: · Infecções locais; · Rigidez articular; · Rigidez muscular; · Lesões neurovasculares; · Cicatrizes. Para reduzir as chances de complicações, é imprescindível que o paciente conte com um médico especialista de confiança. É imprescindível que todas as etapas do pré-operatório sejam realizadas, de forma a garantir que o paciente esteja preparado, tanto física quanto psicologicamente para passar por todas as fases do alongamento ósseo. Além dos aproximadamente dois meses de alongamento, onde 7 dias são para a adaptação após a colocação do fixador externo e 50 dias para o alongamento do osso (de 1 milímetro por dia para garantir a consolidação óssea adequada), o paciente passa pelo processo de recuperação do alongamento ósseo. Essa fase é extremamente importante para o sucesso do procedimento, pois o paciente passa pelo acompanhamento fisioterapêutico. Nessa fase, juntamente com o médico, o fisioterapeuta irá garantir que o paciente fortaleça o membro e consiga garantir o arco de movimento. Dessa forma, todas as estruturas afetadas pelo alongamento (osso, tendões, nervos, músculos, entre outros) poderão se fortalecer e manter a sua funcionalidade. Quando bem recomendado e realizado por um profissional altamente capacitado, o alongamento ósseo pode entregar excelentes resultados. Embora longo, esse procedimento é consideravelmente simples. Com a indicação e realização correta, além de um processo de recuperação adequado, o alongamento ósseo pode trazer excelentes resultados e trazer uma maior qualidade de vida para o paciente.

Como é a recuperação após o alongamento ósseo

Como é a recuperação após o alongamento ósseo

A cada ano que passa, mais e mais pessoas estão procurando o alongamento ósseo para a correção de deformidades e até mesmo para aumento de estatura, e estão colhendo excelentes benefícios. Embora seja um procedimento relativamente demorado, o alongamento é uma das soluções mais eficientes e definitivas da atualidade. Criado na década de 50, o alongamento ósseo foi inicialmente desenvolvido para a correção de deformidades, fraturas, deformidades, traumas ósseos, entre outros. Atualmente, esse procedimento também é indicado para pessoas que desejam aumentar a sua estatura. Ele pode ser aplicado em: • Deformidades; • Traumatismos ósseos, • Encurtamento; • Esmagamento; • Necroses; • Fraturas que não consolidam; • Entre outros. Embora pareça meramente estético, muitas pessoas que apresentam baixa estatura podem sofrer uma grande pressão social, além do impacto emocional resultado da pressão estética. É comum receber relatos de pessoas de baixa estatura que passaram a vida inteira sofrendo com brincadeiras e piadas pejorativas. Por conta disso, o alongamento ósseo pode ser uma solução e um alívio para esses pacientes. Embora não seja um procedimento muito invasivo, o alongamento ósseo demanda de um longo período de recuperação. Quando bem indicado e bem realizado, esse procedimento consegue garantir resultados excelentes. Por conta do impacto nas demais estruturas presentes no membro a ser alongado e pela necessidade de regeneração óssea adequada, a recomendação médica é que seja realizado um alongamento de até 5 centímetros, sendo 1 milímetro por dia. Caso seja necessário alongar um tamanho maior que esse, pode ser necessário realizar mais de um procedimento. Como funciona a recuperação? Antes de tratarmos da recuperação do procedimento, precisamos entender como o alongamento funciona. Inicialmente, o paciente passa por uma avaliação completa, tanto física como emocional, a fim de determinar se o paciente está preparado para passar por todo o processo que essa cirurgia envolve. Uma vez aprovado no pré-operatório, o paciente pode realizar a primeira parte do procedimento, que consiste na colocação de um fixador externo no membro que será alongado. Com a ajuda de cortes no osso, é esse equipamento que vai ser responsável pelo aumento no comprimento do mesmo. Após aproximadamente uma semana de adaptação, o médico poderá iniciar o alongamento, que como mencionamos acima, é feito de 1 milímetro por dia. Quando o comprimento esperado é atingido, cerca de 50 dias depois, o fixador externo é removido e o paciente começa a segunda fase, a recuperação. Essa etapa é a mais importante do processo, pois é nesse momento que o osso passa pela consolidação e se fortalece para recuperar toda a sua funcionalidade. A recuperação pode levar de 200 a 250 dias, e é extremamente importante que o paciente siga todas as recomendações passadas pelo médico para garantir o sucesso do procedimento. Outro fator imprescindível para esse sucesso é o acompanhamento fisioterapêutico. Por conta do grande impacto sofrido pelo corpo durante esse processo, a fisioterapia é essencial nessa etapa. No início da recuperação ela pode ser realizada de maneira diária, para que o paciente treine a marcha e consiga manter o arco do movimento. Após, a frequência é determinada com base nas necessidades do paciente e nas orientações médicas.

Deformidade diafisária – entenda o que significa

Uma das áreas mais debatidas dentro da ortopedia é o tratamento de deformidades nos membros, como a deformidade diafisária. O maior objetivo desse tipo de tratamento é trazer uma maior qualidade de vida e restaurar a mobilidade do paciente, quando ela fica prejudicada.Essas deformidades nos membros são relativamente comuns, e podem ser classificadas em duas categorias principais, como: • Deformidades congênitas: são condições que estão presentes desde o nascimento; • Deformidades adquiridas: são deformidades que são adquiridas com o passar do tempo, seja por um acidente ou condição médica. Para que seja iniciado o tratamento correto, é muito importante buscar a ajuda de um profissional qualificado para que ele realize o diagnóstico correto. O que é a deformidade diafisária? Agora que entendemos a classificação da deformidade de acordo com a sua origem, fica mais fácil compreender as suas classificações quanto à localização. Dependendo de onde a deformidade se encontra, ela pode ser classificada como: • Deformidade articular: esse tipo de condição é caracterizada quando a deformidade se encontra dentro da articulação. Na falta do acompanhamento e do tratamento adequado, essa deformidade pode acabar evoluindo para uma artrose. • Deformidade diafisária: nesse caso, a deformidade está localizada na parte interna de um osso longo. Adjacentes a ela, podem se desenvolver alterações articulares. Como é feito o tratamento? O tratamento de deformidade diafisária vai depender da avaliação realizada pelo médico, do histórico do paciente e dos resultados dos exames realizados. Também deve ser considerado o impacto que essa deformidade tem na qualidade de vida e na mobilidade do paciente. O tratamento de deformidades pequenas pode ser feito com a chamada correção aguda, onde toda a deformidade é corrigida durante a intervenção cirúrgica. Com isso, o problema é resolvido e o paciente já sai do hospital com a estabilização completa do osso atingido. No caso de deformidade diafisária grande, o tratamento não pode ser feito com uma correção aguda. Na maior parte dos casos, a correção é realizada através de um alongamento ósseo. A correção gradual é indicada nos casos onde a deformidade é muito grande ou quando, diante de uma correção aguda, o paciente apresenta um grande risco de lesões vasculares ou neurológicas. O alongamento ósseo é feito com a ajuda de um fixador externo que, através de cortes realizados no nosso a ser tratado, consegue realizar a correção gradual da deformidade. Após a colocação do fixador, é aguardado um período de pelo menos sete dias para a estabilização do equipamento, e somente depois é iniciado o alongamento em si. Geralmente, o alongamento é de no máximo 5 centímetros por procedimento, para que não haja prejuízo aos tecidos, à funcionalidade e à mobilidade do membro atingido. Alongamento cerca de 1 milímetro por dia, o tratamento pode levar ao todo 50 dias. Para que não haja intercorrências, é de extrema importância que o paciente siga todas as recomendações e orientações indicadas pelo médico, principalmente quanto ao fortalecimento do membro tratado.

Tratamento de deformidades nos membros

tratamento de deformidades

Antes de tratarmos sobre o tratamento de deformidades nos membros, precisamos entender no que consistem e qual o impacto que elas podem ter na rotina e na qualidade de vida de quem sofre com esse tipo de condição. As deformidades podem ser causadas por diversas razões, como: Causas genéticas ou congênitas: nesse caso, a deformidade está presente desde o nascimento, e dependendo do caso ela pode desaparecer conforme o crescimento e a maturação dos ossos. Doenças: algumas doenças e condições clínicas podem fazer com que os ossos fiquem mais fracos ou desenvolvam deformidades. Tipo de pisada incorreta: por serem responsáveis pela sustentação e mobilidade do nosso corpo, as nossas pernas acabam sofrendo um grande impacto, podendo, até mesmo, apresentar algum tipo de desvio com o tempo. Isso é bastante comum em pessoas que apresentam problemas de pisada, como a pisada pronada, por exemplo. Traumas e acidentes: lesões podem causar intensas modificações nos tecidos ósseos, gerando desalinhamento e deformidades. Qual o melhor tratamento de deformidades? Como existem diversos tipos de deformidade, é necessário entrar em contato com um médico especializado para garantir o melhor tratamento para cada caso. O tratamento de deformidades pode ser feita de duas maneiras distintas: correção aguda e correção gradual. No caso da correção aguda, todo o processo acontece durante a intervenção cirúrgica, sem a necessidade de novos procedimentos (na maior parte dos casos). Já com a correção gradual, o processo acontece mais lentamente, sendo indicado para casos de deformidades graves ou quando o paciente não pode ser submetido à correção aguda por algum risco ou condição médica. Essa correção gradual é feita através de um procedimento médico chamado alongamento ósseo. De forma simplificada, o alongamento ósseo funciona da seguinte maneira: É feito um corte no osso a ser alongado, onde é implantado um fixador externo. Após um período de adaptação de 7 dias, o médico pode dar início ao alongamento em si, que geralmente é de 1 milímetro por dia. A recomendação é que o alongamento não ultrapasse 5 centímetros, para que os músculos, tendões, ligamentos e demais tecidos não sejam gravemente prejudicados e não percam a sua mobilidade. Independentemente do caso, é imprescindível que o paciente passe por uma avaliação pré-operatória completa, o que inclui, além dos exames laboratoriais e de imagem, uma avaliação psicológica a fim de avaliar a capacidade do paciente para passar pelo procedimento. Sem um pré-operatório adequado, os resultados e o sucesso da cirurgia podem ser consideravelmente prejudicados. Após os aproximadamente 60 dias de procedimento, os fixadores externos são removidos e o paciente passa para a próxima etapa do procedimento. Essa fase envolve bastante fisioterapia e fortalecimento muscular intenso, de forma a garantir que a mobilidade seja restabelecida. Para uma avaliação adequada, busque a orientação de um médico de confiança e especializado, para que o diagnóstico seja correto e o melhor tratamento seja indicado para o caso em questão.

Deformidade em Antecurvato ou Retrocurvato – o que é?

deformidade em antecurvato e retrocurvato

Um dos temas mais debatidos na ortopedia é o tratamento e correção das deformidades ósseas. Esse tipo de condição pode causar um grande impacto na rotina do paciente. O tratamento correto deve ser implementado, de forma a garantir a qualidade do movimento e garantir uma maior qualidade de vida para o indivíduo. Uma dessas condições é a deformidade em antecurvato ou retrocurvato. Para entendermos o que são essas deformidades, precisamos, inicialmente, compreender o que são as deformidades nos membros. Essas condições podem ser divididas em duas categorias distintas: Deformidades congênitas: se referem a deformidades que estão presentes desde o nascimento; Deformidades adquiridas: são deformidades que são adquiridas no decorrer da vida, seja por algum problema de saúde, acidente, ou outra condição. Determinadas deformidades congênitas podem desaparecer conforme o desenvolvimento da criança, por conta da maturação dos ossos, de forma que não é necessário realizar nenhuma espécie de intervenção ou cirurgia. O mesmo vale para deformidades que não apresentam uma grande angulação e não prejudicam a mobilidade e/ou desenvolvimento do paciente. Por outro lado, determinadas deformidades, mesmo que não apresentem sintomas ou impactem a vida do paciente, precisam passar por um processo de correção de forma a evitar problemas no futuro. Assim como deformidades que causam grandes prejuízos ou sintomas e que impactem a rotina e a qualidade de vida dos indivíduos. Localização da deformidade Assim como são classificadas em congênitas e adquiridas, as deformidades também possuem uma classificação de acordo com o local onde se apresenta, podendo ser diafisária ou articular. São classificadas como diafisárias as deformidades que ocorrem na região central de ossos longos, sendo que as alterações articulares aparecem a longo prazo. Já as deformidades articulares aparecem dentro da articulação e precisam ser tratadas o quanto antes para que não evoluam para uma artrose. Deformidade em antecurvato ou retrocurvato Levando em conta as classificações citadas anteriormente, fica mais fácil entender o que são essas deformidades. Resumidamente, podemos entender as deformidades como uma alteração na estrutura óssea que é decorrente de um desvio de eixo. Esse desvio por acontecer em 3 planos distintos, quais sejam: · Plano Frontal: chamado de varo quando o vértice está mais distante da linha média ou valgo, quando o vértice se aproxima dessa linha; · Plano Sagital: aqui estão enquadradas as deformidades em antecurvato e retrocurvato. São classificadas como antecurvato as deformidades onde o vértice se encontra em posição anterior, e em retrocurvato quando ele se encontra em posição posterior. · Plano Axial: as deformidades no plano axial podem ser de rotação interna ou externa. O tratamento das deformidades em antecurvato ou retrocurvato vai depender das necessidades do paciente, do grau da deformidade e da avaliação realizada por um médico especialista. Nesse caso, é imprescindível contar com a ajuda de um ortopedista de confiança para avaliar o caso e determinar qual a melhor abordagem para restabelecer a mobilidade e a qualidade de vida do paciente.