Cirurgia para menisco discóide

Cirurgia para menisco discóide

Você já ouviu falar em menisco discóide? A anatomia padrão do menisco lembra a letra c, contudo, algumas pessoas podem apresentar o menisco em um formato anormal, semelhante a um disco, de onde deriva o nome menisco discóide.Dependendo do caso, as pessoas que possuem menisco discóide podem não apresentar os ligamentos que mantém o menisco fixo à musculatura do joelho, o que pode ou nao causar algum sintoma. É comum que o menisco discóide não seja notado por muitos anos, porém, com o passar do tempo e com a demanda exigida pelo joelho, apresentarem dor no joelho, sensação de estalido (em alguns casos, audível) dificuldade para esticar totalmente o joelho e inchaço na região.Quando o menisco discóide se torna um problema, é necessário buscar ajuda de um médico especialista para avaliar o quadro e, caso necessário, realizar uma cirurgia para corrigir essa condição e avaliar os sintomas. Essa cirurgia é feita através de uma técnica chamada de artroscopia, que consiste em um procedimento minimamente invasivo que, com ajuda de uma câmera microscópica e instrumentos milimétricos que são inseridos dentro do joelho, permite que o médico ajuste o formato do menisco ou prenda a estrutura ao joelho. A abordagem a ser adotada vai depender do quadro do paciente e das suas necessidades. Esse menisco anatomicamente diferente pode tornar a articulação do joelho mais suscetível a lesões, como rupturas traumáticas ou um maior desgaste. Como é feito o tratamento do menisco discóide? O tratamento sem cirurgia pode incluir a reabilitação, fisioterapia e fortalecimento da musculatura para que o paciente consiga corrigir os movimentos inadequados e aumentar a estabilidade da articulação. Em alguns casos, onde há inflamação intensa nos tecidos, o médico pode indicar a infiltração de medicação antiinflamatória diretamente no joelho. De qualquer forma, o tratamento depende única e exclusivamente da avaliação realizada pelo cirurgião, que inclui a análise clínica e do histórico do paciente, e de exames complementares. Caso o paciente não apresente nenhum dos sintomas relacionados, a intervenção cirúrgica não é necessária. Em geral, o médico busca manter a maior quantidade de menisco para garantir a proteção da articulação. Saiba mais sobre: Aplicar gelo no joelho doendo é bom?

Até que idade é indicada a cirurgia de alongamento ósseo estético

alongamento ósseo estético

A baixa estatura é considerada uma condição que pode causar diversos impactos para o indivíduo, que vão muito além apenas da questão estética. Pessoas de baixa estatura acabam sofrendo consequências psicológicas que trazem um grande impacto e prejudicam a sua qualidade de vida. Por essa razão o alongamento ósseo estético é um procedimento que vem ganhando força e sendo cada vez mais utilizado no Brasil.Esse procedimento, embora complexo, pode trazer diversas vantagens para o paciente, permitindo aumentar a sua estatura e até mesmo igualar possíveis deformidades e desigualdades entre os membros.Criado na Rússia na década de 1950, inicialmente o alongamento ósseo estético era utilizado apenas na correção de deformidades e traumas, de forma a garantir a mobilidade e a funcionalidade dos membros. Atualmente esse procedimento é realizado em hospitais de todo mundo, sendo aplicado, também, para o aumento da estatura de pessoas. Como o alongamento ósseo estético é realizado? Além de ser aplicado para tratamento de baixa estatura, o alongamento ósseo também é um procedimento indicado nas seguintes situações: Tratamento de deformidades; Traumatismos; Encurtamento ósseo; Necrose; Fraturas não consolidadas; E muito mais. Inicialmente, o paciente passa por um processo pré-operatório intenso a fim de determinar se ele está física e psicologicamente preparado para o procedimento. Uma vez habilitado, o tratamento é iniciado da seguinte forma: na primeira etapa é feita uma incisao no osso e instalado um fixador externo. Essa ferramenta é o que vai permitir que o osso seja alongado de acordo com as necessidades do paciente. Após aguardar uma semana para adaptação, o médico pode iniciar o alongamento em si. Em média, é feito o alongamento de 1mm por dia até atingir os 5 centímetros recomendados pelos especialistas ou o tamanho esperado. Com base necesse processo, o alongamento ósseo pode durar, em média, 60 dias. Uma que o alongamento é conclu[ido, o paciente dá início ao processo de recuperação, que pode durar até 250 dias, a depender da quantidade que foi alongada do osso. Isso porque, mesmo que o osso tenha sido alongado com sucesso, ele ainda precisa passar por um processo total de regeneração, formação e consolidação óssea. Além disso, como as estruturas adjacentes também foram alongadas, é necessário que o paciente passe por um processo fisioterapêutico intenso para garantir a sua mobilidade e funções. Até que idade o alongamento ósseo estético pode ser feito? Normalmente, esse procedimento pode ser realizado em crianças, pré-adolescentes, adolescentes e adultos, mas dependendo dos objetivos do tratamento, esse procedimento pode ser feito mais tardiamente. A idade para o alongamento vai depender da finalidade do procedimento, do local e da capacidade do paciente de suportar todo o processo. É muito importante contar com a orientação de um médico especialista para verificar as condições físicas do paciente e saber se ele está preparado ou não para passar pelo procedimento. Saiba mais sobre: Quais os riscos da cirurgia de alongamento ósseo?.

Menisco Discóide

Menisco Discóide

O menisco é uma estrutura fibrocartilaginosa em forma de cunha entre os ossos do fêmur e tibia e atua como uma almofada para proteger a cartilagem durante o movimento , ajudando na estabilização da articulação. Cada joelho tem dois meniscos. Meniscos normalmente têm a forma de luas crescentes (na verdade, “menisco” vem da palavra grega para crescente) . Um menisco discóide é mais espesso que o normal e geralmente oval ou em forma de disco. É mais propenso a lesões do que um menisco de formato normal. Pessoas com esse tipo de menisco podem passar a vida inteira e nunca ter problemas, porém é mais suscetível a lesão . Se um menisco desse tipo não causar dor ou desconforto, nenhum tratamento é necessário. Algumas pessoas, no entanto, terão problemas no joelho relacionada ao menisco.Os sintomas geralmente começam durante a infância, a anatomia do menisco atua como um “amortecedor” entre o fêmur (osso da coxa) e a tíbia (tíbia). Protegendo a fina cartilagem articular que cobre as extremidades dos ossos melhorando sua superfície de contato , auxiliam de forma secundária na estabilidade do joelho e também ajudam da lubrificação da articulação.Existem dois meniscos no joelho: o menisco medial na parte interna do joelho e o menisco lateral na parte externa. Os meniscos estão fixados na articulação através de ligamentos no osso ( ligamento meniscofemoral) e na cápsula articular. Esses ligamentos também fornecem um suprimento sanguíneo para uma pequena porção do menisco. Tipos de menisco discóide : O menisco discóide se trata de uma alteração no formato do menisco podendo assumir a forma de meia lua ou círculo completo, em vez de uma lua crescente. Ocorre mais frequentemente no lado lateral (fora) do joelho e às vezes pode ser encontrado em ambos os joelhos. São classificados como : Incompleto: O menisco é ligeiramente mais espesso e mais largo que o normal. Completo: O menisco cobre completamente a tíbia. Wrisberg hipermóvel: Ocorre quando os ligamentos que unem o menisco ao fêmur e à tíbia estão ausentes. Sem esses ligamentos, mesmo um menisco de formato bastante normal às vezes pode deslizar para dentro da articulação e causar dor, além de travar e estalar o joelho. Lesões do Menisco Discóide: Um menisco discóide é mais propenso a lesões do que um menisco normal. A forma espessa e anormal de um menisco discóide torna mais provável que ele fique preso no joelho ou se rompa. Se a fixação do ligamento meniscofemoral ao fêmur também estiver ausente, o risco de lesão é ainda maior. Uma vez ferido, mesmo um menisco normal é difícil de curar. Isso ocorre porque o menisco não tem um forte suprimento sanguíneo e os nutrientes essenciais para a cicatrização não podem atingir os tecidos lesionados. Em muitos casos de menisco discóide, os pacientes apresentam sintomas sem que haja qualquer lesão no menisco. Causa: A causa do menisco discóide não é conhecida. É um defeito congênito (presente no nascimento). Lesões no menisco discóide geralmente ocorrem com movimentos de torção do joelho, como durante esportes que exigem giro ou mudanças rápidas de direção. Sintomas: Os sintomas mais comuns de um menisco discóide ou menisco discóide rompido são: Dor no joelho; Rigidez ou inchaço; Estalando, travando o joelho; Sentindo que o joelho está “travado”; Incapacidade de estender totalmente (endireitar) o joelho. Exame médico: História Médica e Exame Físico; Depois de discutir o histórico médico do seu filho e quaisquer eventos que ocorreram antes do início dos sintomas, seu médico examinará o joelho do seu filho. Seu filho pode ou não ter sensibilidade onde os ossos se encontram. Para testar o menisco discóide, seu médico torcerá o joelho do seu filho com o joelho dobrado e esticado. Em muitos casos de menisco discóide, há uma sensação de estalo ou estalo. Isso às vezes pode até ser ouvido. Em casos extremos, parte do menisco sairá da articulação do joelho e poderá ser visto logo abaixo da pele. Testes de imagem: Raios X: Embora as radiografias não mostrem rupturas de tecidos moles como o menisco, elas podem mostrar se há outros problemas no joelho. Além disso, como o menisco discóide é muito espesso, o espaço entre o fêmur e a tíbia na parte lateral do joelho pode parecer alargado na radiografia. Ressonância magnética (RM): Este estudo pode criar imagens detalhadas dos tecidos moles da articulação do joelho e é o melhor exame de imagem para menisco discóide. A ressonância magnética pode mostrar a forma anormal do menisco discóide, bem como lágrimas dentro do menisco. No entanto, o raro tipo de menisco discóide de Wrisberg não pode ser testado com uma ressonância magnética porque o problema só ocorre quando o paciente está em movimento. Tratamento para menisco discóide: Às vezes, um médico descobre um menisco deste tipo ao avaliar o joelho para um problema diferente. Se o menisco discóide não estiver causando nenhum sintoma, o tratamento específico pode não ser necessário. Quando um menisco discóide está causando dor, estalo ou outros sintomas, no entanto, seu cirurgião ortopédico provavelmente recomendará a cirurgia artroscópica. Tratamento cirúrgico para menisco discóide: A artroscopia do joelho é um dos procedimentos cirúrgicos ortopédicos mais realizados. Durante a artroscopia, o cirurgião faz algumas pequenas incisões ao redor do joelho e insere uma pequena câmera, chamada artroscópio, na articulação. A câmera exibe imagens em uma tela de televisão e o cirurgião usa essas imagens para guiar instrumentos cirúrgicos em miniatura. A maioria das cirurgias artroscópicas são realizadas no centro cirúrgico . E em geral os pacientes vão para casa algumas horas após o procedimento. Procedimento Cirúrgico. O tratamento dependerá do tipo de menisco. Meniscos discóides completos e incompletos sem rasgos são tipicamente tratados com saucerização ( remodelação), um procedimento no qual o menisco é cortado e remodelado em um crescente. Se o menisco discóide também estiver rompido, o cirurgião pode realizar uma saucerização e, em seguida, regularizar a porção rompida. Algumas lesões podem ser reparadas com pontos, em vez de removidas. A forma hipermóvel de Wrisberg do menisco discóide é saucerizada, se necessário, e depois estabilizada com pontos … Ler mais

Sintomas da condropatia patelar

sintomas da condropatia patelar

A condropatia patelar é uma das lesões de joelho mais comuns no mundo, sendo uma das condições mais estudadas dentro da medicina esportiva. Por conta do aumento da incidência dessa condição, ela vem chamando cada vez mais a atenção dos profissionais, sendo considerada uma das principais causas de dor no joelho. Por ser causada por diversas razões, essa doença pode afetar de 70 a 80% da população, sendo uma doença muito preocupante na área da medicina. Além de estar ligada distúrbios anatômicos e biomecânicos, ela também pode ser causada por obesidade, prática inadequada de atividades físicas, sobrecarga durante o dia a dia, entre muitas outras. A condropatia patelar atinge a cartilagem do joelho e uma das suas principais características o amolecimento e erosão da cartilagem da patela. Essa cartilagem acaba amolecendo e tornando-se menos eficiente na absorção de impactos. Em geral, a doença é classificada de acordo com a sua gravidade, indo desde o amolecimento simples até à exposição ou dano no osso subcondral. Sem o tratamento adequado, a doença pode progredir, podendo evoluir para graus cada vez mais graves de erosão. Em alguns casos, a condropatia patelar pode até mesmo causar artrose precoce. Importante lembrar que, por atingir a cartilagem, essa doença pode não apresentar sintomas em seus estágios iniciais, sendo importante o acompanhamento de um médico especialista para o diagnóstico e tratamento correto. Quais os sintomas da condropatia patelar Como dissemos, nem sempre os sintomas de condropatia patelar são evidentes desde o início da doença, isso quer dizer que diante de uma condropatia inicial o paciente pode não sentir nada no joelho. Como a progressão da doença, o paciente pode apresentar: Dor no joelho ao subir e descer escadas; Dor ao se levantar da cama ou cadeira, por exemplo; Dor ao redor da rótula do joelho, principalmente ao flexionar a articulação; Dor ou ardência ao permanecer com o joelho dobrado por um longo período de tempo; Sensação de crepitação e estalos no joelho. Graus da condropatia patelar Condropatia de nível 1: no início da doença, o paciente pode sentir crepitação, estalos, cansaço e dor nas pernas. Em alguns casos, o joelho pode apresentar inchaço, mas em geral esses sintomas são leves e costumam ser ignorados. Condropatia de nível 2: nesse estágio da doença, as dores no joelho podem ser mais fácil de se identificar, e os estalos também podem ficar mais fortes, principalmente durante a prática de atividades físicas. Condropatia de nível 3: Com o avanço dos sintomas, principalmente a dor, o paciente pode reduzir a realização de atividades físicas para evitar os sintomas. Nesse ponto, a qualidade de vida e a mobilidade das pessoas são consideravelmente prejudicadas. Condropatia de nível 3: nesta fase da doença, o desgaste da articulação já está bem avançado e há incômodo e dor constante. Em alguns casos, pode acontecer a exposição do osso subcondral. Nesse estágio, o paciente já apresenta dificuldade para realizar as atividades rotineiras e básicas, como caminhar, subir escadas, entre outras. As causas mais comuns de condropatia patelar são: Envelhecimento da cartilagem; Tipo de esporte praticado; Alterações biomecânicas; Excesso de peso; Alterações anatômicas; Pé plano; Sobrecarga de atividade física. Além da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente, para chegar ao diagnóstico correto o médico pode solicitar alguns testes biomecânicos e exames complementares. Com base nisso, ele consegue determinar qual o melhor tratamento para a condição, podendo começar com um tratamento conservador (que inclui o uso de medicamentos e exercícios de fortalecimento), até a cirurgia de joelho, que pode ser realizada nos casos mais graves.

Dor no joelho ao descer escadas, o que pode ser

Dor no joelho ao descer escadas, o que pode ser

Além de ser um problema muito incômodo, a dor no joelho também não é algo que deve ser considerado comum, assim como as crepitações. A dor no joelho ao descer escadas é muito comum e atinge várias pessoas ao redor do mundo. Por incomodar durante a realização de atividades rotineiras, esse tipo de dor pode prejudicar muito a qualidade de vida de uma pessoa. O joelho é uma das maiores e mais importantes articulações do nosso corpo, e por conta da sua responsabilidade na sustentação de peso e na mobilidade, está muito vulnerável a diversos tipos de lesões. Para que possamos entender o impacto sofrido por essa articulação durante o dia a dia, imagine que, para realizar os movimentos, o joelho sustenta o peso do corpo multiplicado de 5 a 7 vezes. Dessa forma ele acaba sofrendo uma grande sobrecarga. Geralmente, a dor no joelho ao descer escadas é um sintoma de um problema maior, ou seja, existe uma doença ou patologia que está causando essa dor. O diagnóstico Para conseguir determinar a causa de dor no joelho o médico precisa avaliar uma série de parâmetros, como: · Intensidade da dor, que pode ser leve, moderada ou forte; · Característica do dor; · Localização da dor no joelho; · A lateralidade; · Qual o fator desencadeante; · Tempo de evolução; · E muitos outros aspectos. Quais as causas de dor no joelho? Por ser uma articulação complexa, existem muitas razões que podem causar a dor no joelho ao descer escadas, como: 01. Artrose do joelho Essa é uma das causas mais comuns de dor nos joelhos. Por conta de alterações degenerativas na articulação, o paciente pode sofrer de dor ao realizar determinados movimentos e, em alguns casos, sentir crepitação articular (o famoso estalo no joelho). 02. Lesão do menisco Essa dor é caracterizada por uma dor repentina interna no joelho quando ele é flexionado. Nesse caso, o paciente também pode sofrer com inchaço no joelho por conta do derrame intra-articular. 03. Entorse de joelho As entorses de joelho são muito comuns, principalmente em praticantes de esporte. Ela caracteriza-se pela ruptura parcial ou total dos ligamentos do joelho. 04. Reumatismo No caso do reumatismo paciente pode notar dor em uma ou mais articulações. O tratamento dessa condição é específico e deve ser mais abrangente. 05. Tendinite de joelho A tendinite costuma se iniciar na zona de inserção do tendão, ou seja: mais frequentemente elas são lotadas na porção inferior da rótula. Essa condição é caracterizada por um processo inflamatório dos tendões dessa articulação. 06. Condromalácia ou síndrome da dor femoropatelar? As causas mais comuns de condromalácia incluem: · O uso excessivo do joelhos; · A progressão inadequada de exercícios; · Desalinhamento da patela; · Enfraquecimento dos músculos das coxas, panturrilhas e quadris; · Lesão no joelho; · Entre outros. Nesse caso, o paciente sente uma dor dentro, ao redor ou ao lado da patela, principalmente ao descer as escadas ou realizar atividades em excesso. A dor também é notada quando o paciente passa muito tempo em uma posição sentada. O tratamento da dor vai depender do diagnóstico do médico, que além de realizar a avaliação clínica do paciente, também pode solicitar a realização de alguns exames complementares. Dessa forma, ele poderá avaliar os danos às estruturas das articulação e o estado do joelho afetado. É muito importante consultar um médico especialista da sua confiança, que consiga realizar essa avaliação completa e prescrever o melhor tratamento para a dor diagnosticada. Deixe um comentário Publicar Comentário Ortopedista especialista em joelho em SP Agende sua consulta

O que pode causar inflamação nos ossos?

inflamação nos ossos

Também conhecida como osteomielite, a inflamação nos ossos é uma condição médica causada por uma bactéria que consome os tecidos presentes nos ossos. Inicialmente, essa doença causa dor que pode aumentar gradualmente, e bastante incômodo. Quando não tratada corretamente, a inflamação óssea pode causar complicações mais graves, como a degradação total dos ossos, deformidades, câncer ósseo, e até mesmo a morte.De forma simplificada, os ossos são invadidos por microorganismos nocivos (como as bactérias), que desencadeiam um processo inflamatório intenso. No caso da osteomielite hematogênica, a inflamação é causada por uma doença pré-existente, cujos microorganismos acabam migrando pela corrente sanguínea do paciente e afetam outros órgãos e tecidos, como é o caso dos ossos. Esse tipo de inflamação óssea acontece mais comumente em crianças, e na maioria dos casos afeta os ossos mais longos, como o úmero, tíbia e fêmur. Quais os sintomas dessa condição? Na osteomielite (inflamação nos ossos), o paciente pode apresentar febre, dor na região afetada, vermelhidão e inchaço. Com o avanço da doença, o paciente também pode relatar dor ao se movimentar, perda de peso, e fadiga. Quando a infecção é decorrente de processos infeciosos em tecidos adjacentes, a região ao redor do osso afetado pode ficar dolorida e inchada. Nos casos onde a infecção acontece ao redor de uma articulação, a dor pode ser persistente e intensa. A falta de tratamento pode fazer com que essa infecção se torne crônica e de difícil recuperação, podendo ser até mesmo indetectável e assintomática por muito tempo. Confira esse artigo sobre os sintomas dessa condição nesse link. Quais são as causas de infecção nos ossos? Como vimos, a osteomielite é causada por agentes nocivos, como bactérias ( streptococos do grupo A, Salmonella e as Pseudomonas). Dentre os principais fatores de risco para o surgimento dessa condição estão: • Uso de cateteres; • Problemas na circulação; • Problemas no sistema imunológico; • Longos períodos de internação; • Mobilidade comprometida; • Entre outros. Para determinar o diagnostico correto, o médico pode solicitar a realização de exames a fim de identificar possíveis processos inflamatórios, como o exame de sangue (hemograma), ressonância magnética, tomografia computadorizada e cintilografia. Aliado ao exame físico realizado no consultório, o medico consegue determinar a localização e a gravidade da infecção óssea. Uma vez estabelecido o diagnostico, o médico pode prescrever o melhor tratamento para eliminar o processo infeccioso. Na maior parte do casos, o médico pode recomendar a drenagem do pus no local inflamado (com a sedação do paciente), e caso haja pus dentro do osso afetado, pode ser necessário realizar perfurações que possibilitem a drenagem total do material bacteriano e de possíveis tecidos necrosados. Aliado à esse procedimento, o paciente também deve realizar a terapia medicamentosa, que inclui antibióticos e medicamentos para dor. Dependendo da evolução do paciente, o tratamento pode ser continuado a nível ambulatorial. Em geral, o tratamento pode levar de 4 a 6 semanas.