Aplicar gelo no joelho doendo é bom?

gelo no joelho doendo

As lesões de joelho podem causar um grande transtorno na vida do paciente. Isso porque essa é uma das articulações mais importantes do nosso corpo, sendo responsável pela nossa movimentação e sustentação. Em caso de lesão, muitas pessoas acabam optando por aplicar gelo no joelho doendo para reduzir a dor, mas essa medida é benéfica para o paciente utilizar compressas de gelo no joelho lesionado?   As compressas de gelo aplicadas no ajudam a reduzir o inchaço no local e a dor. Isso acontece por conta do resfriamento dos tecidos que o gelo proporciona, fazendo com que o fluxo sanguíneo da região seja reduzido. Por esse motivo, essa medida, além de combater a dor no joelho e o inchaço, também contribui para uma cicatrização mais rápida nos casos de cirurgia ou lesão nesta articulação.   Chamado também de crioterapia, por gelo no joelho doendo tem como principal objetivo resfriar os tecidos e manter a circulação adequada. Por conta do seu efeito analgésico e anti-inflamatório, o gelo é uma das medidas mais importantes recomendadas pelos médicos aos seus pacientes que sofreram lesões no joelho ou foram submetidos a algum procedimento cirúrgico.   Muitas vezes, a dor sentida pelo paciente é causada pelo inchaço intenso, de forma que, ao reduzir este sintoma a dor também apresenta uma melhora. Via de regra, as compressas de gelo são recomendadas para os casos de lesões ou condições que apresentam um processo inflamatório como entorses, contusões e outras doenças.    Quanto antes iniciar a terapia com compressas de gelo, melhores serão os resultados obtidos.   Contudo, é importante lembrar que o gelo pode causar queimaduras na pele quando aplicado em contato direto. Por esse motivo, ao aplicar gelo no joelho, é necessário contar com a proteção de uma toalha ou outro material que fique entre a pele e o gelo.   As  compressas podem ser de até 30 minutos  e podem ser repetidas ao longo do dia até a melhora dos sintomas. Além da compressa com gelo, também podem ser aplicados sprays gelados, cryo cuffs, bolsas térmicas, entre outras alternativas.   A terapia com compressas de gelo faz parte de um protocolo de tratamento conhecido como PRICE. Traduzido do inglês, esse protocolo consiste em 5 medidas terapêuticas fundamentais, que são:   Proteção; Repouso; Gelo; Compressão; Elevação.   Ainda que a compressa com gelo possa ser uma valiosa aliada no alívio dos sintomas e no tratamento de lesões de joelho, caso haja suspeita de uma lesão, busque a orientação de um médico especialista para que o quadro seja avaliado e o diagnóstico correto seja obtido. Todo e qualquer tratamento deve ser prescrito por um profissional habilitado, a automedicação é perigosa e pode causar diversos prejuízos para o paciente. Saiba mais: Sintomas de lesão nos ligamentos dos joelhos 

Tendinite patelar sintomas e tratamentos

Tendinite patelar

A tendinite patelar é uma condição causada por esforço repetitivo que atinge o tendão patelar, estrutura extremamente importante em nosso joelho. Essa condição é muito comum entre atletas e esportistas, sendo recorrente em diversas modalidades, como futebol, basquetebol, triatlo, ciclismo, atletismo, corrida de rua, e muitas outras. Saiba mais: Lesões de menisco em jogadores de futebol    Por conta da sua anatomia, o joelho está frequentemente sujeito a desenvolver inúmeras condições. O tendão patelar é uma estrutura responsável por conectar a parte final da nossa patela há uma estrutura chamada de tuberosidade tibial anterior. Esse tendão está recoberto por uma membrana fina (Peri-tendão) que tem como objetivo fornecer sangue para essa estrutura. Alterações na vascularização dessa estrutura resultam em tendinite patelar.   A principal função do tendão patelar é garantir a extensão do joelho, que está presente nos movimentos de correr, chutar e pular. Ele também está muito presente na desaceleração que realizamos durante a prática esportiva e quando descemos uma escada.   Agindo em conjunto com o quadríceps e o tendão quadricipital, o tendão patelar é uma estrutura essencial para os nossos movimentos de frenagem e aceleração. Conhecida também como joelho de saltador ,a tendinite patelar é uma condição que acomete em maior parte pessoas que realizam saltos e aterrissagem bruscas, como os jogadores de basquete. Embora possa afetar pessoas mais velhas, ela é mais comum entre homens de 20 a 30 anos.   Além da atividade esportiva, existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento de tendinite patelar, como veremos a seguir:   Falta de alongamento ou encurtamento do tendão; Desequilíbrio muscular; Fatores anatômicos, como a patela alta ou a patela bicuda; Doenças crônicas, como doenças auto-imunes, insuficiência renal, artrite reumatóide, diabetes, entre outras.   O principal sintoma da tendinite patelar é a dor no joelho, que pode aparecer após a atividade física e durante a noite. Pacientes que sofrem com essa condição muitas vezes conseguem realizar atividades físicas durante o dia, porém com repouso noturno a dor pode se intensificar, podendo prejudicar tarefas cotidianas como andar ou subir e descer escadas.   O diagnóstico desse tipo de tendinite depende da avaliação clínica e do histórico do paciente. É muito importante que o médico saiba as condições da dor, se ela ocorre de maneira repentina, se é antes, durante ou depois de uma atividade física e o padrão de intensidade. Além desses fatores, o médico também pode solicitar a realização de alguns testes biomecânicos e exames de imagem, a fim de determinar um diagnóstico mais preciso.   Classificação da Tendinite Patelar    Fase 1: dor se manifesta após atividade física, mas sem prejudicar a performance.   Fase 2: a dor se manifesta durante a realização dos esportes e depois, mas o paciente ainda consegue realizar suas atividades. nessa fase, a dor pode se intensificar durante a noite, prejudicando os padrões de sono.   Fase 3: nesta fase a dor não permite a realização de atividades físicas por conta da sua intensidade.   Fase 4: na fase mais grave da doença, a ruptura total do tendão patelar, sendo necessário uma intervenção cirúrgica para corrigir o problema.   O tratamento da tendinite patelar na maior parte dos casos inclui uma abordagem conservadora, que inclui medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia e terapias por onda de choque. A cirurgia somente é indicada em casos mais graves, pacientes muito ativos com sinais de uma possível ruptura e pacientes que não obtiveram bons resultados com a abordagem conservadora. Saiba mais: Tendinite patelar tratamento e  que medico procurar. 

Sintomas e tratamento da síndrome da dor patelofemoral

Sintomas e tratamento da síndrome da dor patelofemoral

A síndrome da dor patelo-femoral ou femoropatelar é uma condição médica que atinge essas duas estruturas do nosso corpo (o fêmur e a patela) e pode ser causada por um desequilíbrio na biomecânica. Afetando a maior articulação do nosso corpo, a síndrome da dor patelofemoral é bastante comum, atingindo cerca de 25% da população. Por essa razão, essa é a causa da maior parte das queixas levadas aos consultórios de ortopedia.   Na maior parte dos casos, ela está associada a um desgaste cartilaginoso retropatelar, impacto ou sobrecarga na articulação. Esse processo acaba desencadeando um desequilíbrio biomecânico na articulação, resultando na síndrome femoropatelar. Além disso, algumas outras causas também podem estar relacionadas com essa síndrome, como é o caso da condromalácia avançada.   Diferentemente do que se pensa, essa doença não atinge apenas os praticantes de esportes, podendo afetar também pessoas que sofrem com a sobrecarga das atividades realizadas durante o dia, que acabam aumentando a dor no joelho e agravando o problema.   O principal sintoma da síndrome da dor patelo-femoral é a dor na região anterior do joelho. Essa dor pode se tornar mais intensa ao se realizar determinados movimentos, como agachar, saltar, subir ou descer escadas, permanecer muito tempo sentado, entre outros. Saiba mais: Dor ao descer escadas, o que poder ser ?   Os pacientes que sofrem dessa condição também podem relatar estalos ao se movimentar e a sensação de areia dentro do joelho. Por conta do impacto que a síndrome da dor patelofemoral pode ter no dia a dia, é importante que o tratamento seja iniciado o quanto antes para evitar a sua evolução. O avanço da doença pode, além da piora da dor, resultar em rigidez articular, incapacidade e movimentação infuncional.   Como é o tratamento da síndrome da dor patelofemoral?   Identificados os sintomas, o primeiro passo é buscar um médico especialista para realizar o diagnóstico dessa condição. Para isso, é feita uma avaliação clínica a fim de identificar o estágio da síndrome, quais as estruturas que foram atingidas, possíveis, insuficiências musculares e outros fatores.   Essa avaliação é de extrema importância para conseguir distinguir a síndrome da dor patelofemoral de outras condições que atingem o joelho. Realizado o diagnóstico, o tratamento pode ser iniciado o quanto antes para que o paciente consiga retomar a sua rotina e recuperar a sua qualidade de vida.    O tratamento é, na maior parte dos casos, conservador, e pode envolver:   Medicamentos analgésicos e antiinflamatórios; Repouso; Fisioterapia; Eletrotermofototerapia; Aplicação de compressas de gelo; Entre outras terapias.   Para evitar passar por esse problema, é importante adotar algumas medidas para prevenir a síndrome da dor patelofemoral, como realizar o aquecimento adequado antes de iniciar qualquer atividade física e manter um processo de fortalecimento do quadríceps e membros inferiores, para evitar que o joelho sofra uma sobrecarga.  

Osteonecrose do joelho sintomas e tratamento

osteonecrose do joelho

Você já ouviu falar em osteonecrose do joelho? Essa condição é causada pela interrupção do suprimento de sangue em uma seção na tíbia ou no fêmur. Por conta da sua gravidade, a osteonecrose do joelho necessita de tratamento rápido para evitar complicações.    Essa condição acontece com mais frequência na porção interna do joelho, mas também pode se apresentar na parte externa do joelho ou superior da tíbia. Essa interrupção faz com que o osso próximo à articulação apresente necrose, resultando em dor no joelho ou até mesmo alterações anatômicas na estrutura óssea do joelho.   Os principais sintomas da osteonecrose são:   Dor na parte interna do joelho que pode ou não estar relacionada a um trauma; Inchaço localizado; Incapacidade de sustentar o peso com um membro afetado; Dor ao toque.   Essa condição pode acontecer de maneira espontânea, mas está relacionada a alguns fatores de risco, como:   Trauma na região; Utilização de medicamentos corticoides; Anemia falciforme, lúpus, Artrite reumatoide HIV; Pacientes que receberam transplante; Consumo excessivo de bebidas alcoólicas.   Para um diagnóstico preciso, além da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente, o médico pode solicitar alguns exames complementares para uma avaliação mais precisa como a radiografia, ressonância magnética e a cintilografia óssea.   Como é o tratamento da osteonecrose do joelho?   O tratamento da osteonecrose do joelho pode ser dividido em duas abordagens distintas,que são:   Abordagem não-cirúrgica: a abordagem não-cirúrgica é indicada para quadros onde a área afetada pela osteonecrose é pequena. Nesse caso, o médico pode recomendar a utilização de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides, repouso, utilização de muletas para evitar a sobrecarga do membro afetado, exercícios de fortalecimento e manutenção do arco do movimento, adaptação das atividades para evitar a dor, entre outras medidas.   Abordagem cirúrgica: esse tratamento é implementado quando há uma grande superfície comprometida ou quando o tratamento conservador não conseguiu entregar os resultados esperados. Esse tratamento pode ser feito de diferentes formas, a depender da necessidade do paciente e da recomendação do médico responsável. Saiba mais: Condromalácia Patelar precisa de cirurgia ?   É muito importante que, diante dos sintomas, o paciente busque ajuda de um médico especialista em joelho o quanto antes. O tratamento da osteonecrose do joelho deve ser iniciado para evitar a piora na condição e o comprometimento da estrutura do joelho.  

Bursite do joelho Sintomas e tratamento

bursite do joelho

A bursite no joelho consiste em um processo inflamatório de uma das bursas que se localiza ao redor desta articulação. As bursas são bolsas cheias de fluido que ajudam a amenizar o atrito sofrido entre as estruturas, permitindo que a articulação consiga se movimentar da maneira adequada.   Ainda que qualquer uma das bolsas localizadas no joelho possa sofrer com este processo inflamatório, a bursite do joelho costuma cometer com mais frequência a patela ou a porção interna desta articulação.  Dependendo do grau de inflamação, o paciente pode sentir bastante dor e apresentar dificuldades para realizar determinados movimentos.   As causas da bursite no joelho    Impactos repetitivos no joelho: quando essa bolsa sofre muita pressão durante certos movimentos, ela pode iniciar uma produção excessiva de fluídos para uma maior eficiência na proteção do joelho. Com isso, o joelho passa apresentar inchaço e dor.   Tensão muscular: O excesso de tensão apresentado por um músculo pode fazer com que a bursa seja comprimida para baixo, iniciando um processo inflamatório.   Fricção repetitiva: Alguns esportes, como o basquete ou o futebol, ou atividades físicas que envolvam chutes e saltos, podem sobrecarregar as bursas causando irritação e desencadeando um processo inflamatório. Saiba mais: Lesões de menisco em jogadores de futebol    Lesões na articulação:  Impactos diretos no joelho podem atingir a bursa e fazer com que ela apresente uma inflamação.   Tipos de bursite no joelho   Uma vez que existem aproximadamente 11 bursas na articulação do joelho, também existem tipos diferentes de bursite, como veremos a seguir:   Bursite no joelho pré-patelar   Essa bursa fica localizada na região frontal da patela e quando inflamada causa dor no joelho e inchaço. Esse tipo de bursite é mais comum entre pessoas que precisam permanecer de joelhos por um longo período de tempo.   Bursite anserina   Neste caso, a estrutura fica localizada na parte interna da articulação entre os tendões do músculo e o ligamento colateral medial. Esse tipo de bursite é mais comum entre corredores. Saiba mais: Dor a baixo da patela ao correr  Bursite semimembranosa   Essa bursite também é conhecida como cisto de Baker ou cisto poplíteo, e costuma ser causada por artrite ou lesões recorrentes nesta região.   Bursite no joelho infrapatelar   Neste caso, a bursa afetada é a infrapatelar superficial ou a infra patelar profunda. Em ambos os casos a região acometida é a região abaixo da patela.   Bursite iliotibial   Nesse caso,a bursite no joelho ocorre na porção externa do joelho, entre a tíbia externa e a banda iliotibial.   Os sintomas mais comuns de bursite do joelho são:   Dor localizada de acordo com a bursa que foi afetada; Inchaço localizado; Limitação da mobilidade do joelho; Sensibilidade na região.   Diante destes sintomas, é necessário buscar a avaliação do médico ortopedista de confiança, que irá avaliar o histórico, realizar o exame físico do joelho afetado e solicitar alguns exames de imagem para um diagnóstico preciso. Em alguns casos, o médico pode realizar uma punção no local para realizar testes para identificar infecções ou gota.   O tratamento da bursite do joelho depende de qual a bursa que foi lesionada, mas em geral ele envolve:   Repouso; Aplicação de gelo; Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios; Exercícios de fortalecimento; Intervenção cirúrgica nos casos onde a abordagem conservadora não entregou os resultados.  

Lesões meniscais: sintomas e opções de tratamento

lesões meniscais.

Por se tratar da maior e mais complexa articulação do nosso corpo, o joelho está sempre vulnerável a diversas lesões, como é o caso das lesões meniscais. Esse tipo de lesão pode ser causada por deterioração ou envelhecimento das estruturas, impacto direto ou indireto ou problemas posturais.    Como se trata de uma condição que pode derivar de diferentes causas, os sintomas das lesões meniscais podem variar de acordo com a sua origem, sendo a dor no joelho o sintoma mais relevante nos estágios iniciais. A dor costuma ser localizada na região interna ou externa do joelho, a depender de qual menisco que foi lesionado (menisco lateral ou menisco medial).   Com a evolução da doença, o paciente pode passar a apresentar inchaço e o quadro de dor por sofrer uma piora, principalmente durante a movimentação e a realização de determinados movimentos, como o agachamento, caminhada, subir e descer escadas, entre outros. Alguns pacientes também relatam sensação de travamento ou bloqueio no joelho, além do derrame articular por conta do aumento da produção do líquido sinovial.  Saiba mais: Dor ao subir e descer escadas    Diante desses sintomas, é importante que o paciente busque ajuda especializada para realizar o diagnóstico correto da condição, afinal um quadro de dor no joelho pode derivar de diversos outros fatores. Nesse sentido, o médico vai realizar uma avaliação clínica dos sintomas e do histórico do paciente a fim de determinar qual das estruturas que está apresentando uma lesão.   O exame físico detalhado é fundamental para determinar a causa da dor e obter um diagnóstico mais preciso. Caso necessário, o médico pode solicitar também a realização de exames complementares para confirmar o diagnóstico, como raio-x, ressonância magnética, entre outros.   Qual o tratamento das lesões meniscais?   Inicialmente, o tratamento da lesão meniscal é o tratamento conservador. Essa abordagem é mais recomendada para os casos onde as lesões meniscais foram desencadeadas pelo desgaste natural da articulação. Para a melhoria dos sintomas e redução do processo inflamatório, pode ser recomendada infiltração articular (viscossuplementação). Esse procedimento busca reduzir a inflamação, aliviar a dor e facilitar a movimentação do paciente, agregando mais qualidade de vida.   O principal objetivo do tratamento conservador para as lesões meniscais é tratar os sintomas e agregar força e flexibilidade para o joelho, de forma que o paciente consiga recuperar a sua mobilidade.   O tratamento cirúrgico para as lesões meniscais é recomendado para os casos onde há uma lesão maior no menisco, como as rupturas de menisco lateral ou medial. A cirurgia é recomendada, principalmente, quando há uma ruptura grande que separa o menisco em duas partes, e é feita para o reparo ou sutura do menisco.