Os meniscos são duas estruturas internas do joelho constituídas por fibrocartilagem, responsáveis pela absorção e distribuição da força e impactos. Essas estruturas também contribuem para a estabilidade do joelho, estando altamente suscetíveis a lesões. Um dos tratamentos implementados em caso de lesões no menisco é a meniscectomia.
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Antes de mais nada, precisamos entender o que são as lesões de menisco. São sintomas de lesões meniscais:
- Dor no joelho
- Estalidos
- Sensação de travamento
- Sensação de instabilidade
- Inchaço
O diagnóstico das lesões meniscais é feito, além da suspeita clínica, através de exames físicos do paciente e exames de imagem, como a ressonância nuclear magnética. É fundamental que o paciente passe por um exame clínico cuidadoso para verificar a compatibilidade dos sintomas com as lesões encontradas nos exames de imagem.
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Essas lesões podem acontecer devido a três fatores principais:
- Trauma: as lesões agudas podem ser causadas por um movimento de torção do joelho, podendo estar acompanhadas de outras lesões traumáticas, como fraturas e lesões ligamentares
- Lesão por fadiga: as lesões por fadiga são causadas por forças repetitivas que agem ao longo do tempo. A lesão, embora possa ser aguda, é fruto de um processo crônico de fadiga no tecido do menisco
- Lesões por desgaste: essas lesões acontecem por um desgaste progressivo no menisco, podendo vir em conjunto com alterações de desgaste do restante da articulação
Além desses fatores, algumas condições podem predispor ao desenvolvimento de lesões meniscais, como lesão do ligamento cruzado anterior, deformidade do joelho, osteoartrite ou artrose e obesidade. A prática de atividades esportivas de alta intensidade também está relacionada ao desenvolvimento de lesões meniscais.
O que é a meniscectomia
A meniscectomia é uma abordagem cirúrgica realizada para remoção de parte ou de todo o menisco, sendo frequentemente indicada nos casos em que há uma lesão significativa nessas estruturas que não pode ser reparada de forma conservadora, como com fisioterapia ou medicamentos.
A meniscectomia pode ser realizada de duas formas principais: meniscectomia parcial, onde apenas a parte danificada é removida, ou meniscectomia total, onde todo o menisco é removido. A escolha da intervenção e da abordagem depende da extensão da lesão e da condição do menisco.
Essa cirurgia pode ser realizada através de uma técnica conhecida como artroscopia, uma abordagem minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e uma câmera para guiar os instrumentos cirúrgicos. Por se tratar de uma abordagem menos invasiva, o paciente precisa de um tempo de recuperação mais curto e sofre menos dor no pós-operatório, comparado à cirurgia tradicional.
Indicação e contraindicação
A meniscectomia é um procedimento geralmente indicado nos casos de lesões meniscais que resultam em dor persistente, incapacidade funcional ou bloqueio do joelho, e que não obtiveram bons resultados com o tratamento conservador. Também podem necessitar de meniscectomia as lesões que resultam em fragmentos de meniscos soltos na articulação, causando bloqueio e travamento do joelho.
Entretanto, existem algumas contraindicações para a meniscectomia, como nos casos de pacientes com condições médicas que aumentam o risco cirúrgico, como problemas cardíacos graves, e casos em que a remoção do menisco pode piorar a condição de pacientes com artrite severa no joelho.
Por essa razão, a decisão de realizar esse procedimento deve ser baseada na avaliação cuidadosa do paciente, considerando a idade, condições específicas, nível de atividade física e expectativa de recuperação. Um diagnóstico preciso pode fazer toda a diferença para determinar a extensão da lesão meniscal e contribuir para a decisão do tratamento ideal.
Recuperação e reabilitação após a meniscectomia
A recuperação após o procedimento vai depender da extensão da cirurgia e da condição geral do paciente. No caso da meniscectomia parcial realizada por artroscopia, o retorno às atividades pode levar poucas semanas. A fisioterapia é uma valiosa aliada no processo de recuperação, ajudando o paciente a recuperar a mobilidade e a força do joelho.
O processo de reabilitação envolve uma série de exercícios progressivos voltados para o fortalecimento muscular ao redor do joelho, além da melhoria da amplitude de movimento e redução da rigidez. Essa abordagem pode incluir exercícios de fortalecimento, alongamento e equilíbrio, além de orientações sobre o retorno gradual às atividades diárias e esportivas.
Durante as fases iniciais da recuperação, é necessário que o paciente controle a dor e a inflamação através da aplicação de gelo, medicação e elevação do membro afetado. A adesão ao programa de reabilitação é um fator primordial para uma recuperação bem-sucedida, minimizando o risco de complicações e garantindo melhores resultados.
