Inflamação óssea: como ela acontece?

A inflamação óssea, também conhecida como Osteomielite, é uma infecção que acontece nos ossos, podendo ser causada por bactérias, fungos ou até mesmo, vírus. Ela pode acontecer por diversos motivos: • Abscessos na pele; • Abscesso dentário; • Lesões de pele, como cortes, ferimentos, celulite infecciosa, cirurgias, entre outros; • Fratura óssea, principalmente em fraturas expostas; • Implante de prótese articular ou óssea; • Infecções generalizadas. Essa inflamação pode ser classificada de acordo com o tempo de infecção, sendo: Osteomielite aguda: quando a infecção iniciou há menos de um mês, apresentando sintomas agudos. Osteomielite crônica: nesse caso, a condição tem mais de um mês (podendo ser uma infecção de vários anos), e os sintomas podem se apresentar de forma mais discreta, dificultando o diagnóstico. Sintomas de inflamação nos ossos Para garantir o melhor tratamento, é essencial estar atento aos sintomas: • Dor local aguda (na fase aguda) ou dor local persistente (na fase crônica); • Inchaço; • Vermelhidão no local da inflamação; • Sensação de calor na região; • Febre e calafrios; • Náuseas e/ou vômito; • Dificuldade de movimentação na região afetada; • Abcessos ou fístulas. Na presença de um ou mais sintomas, é essencial buscar ajuda médica para avaliação e diagnostico. Dessa forma, quanto antes o tratamento for iniciado, mais rápido a infecção poderá ser controlada. Nos casos mais graves, o tecido ósseo pode ser destruído, além do desenvolvimento de necrose. Também existe a possibilidade de amputação do membro, dependendo do grau de infecção. Alguns fatores podem contribuir para o surgimento de inflamação óssea, como os seguintes: • Pessoas que realizaram alguma cirurgia ortopédica com a implantação de próteses, parafusos e outros materiais, que estejam em contato direto com o tecido ósseo. • Indivíduos que sofreram acidentes com fraturas expostas; • Pacientes Pré-diabéticos; • Pessoas com feridas crônicas; • Obesidade; • Tabagismo; • Pessoas que sofrem de doenças reumatológicas; • Portadores de HIV ou com baixa imunidade; • Usuários de drogas injetáveis. O diagnóstico da inflamação óssea Uma vez que forem notados sintomas, é necessário buscar ajuda médica para avaliar o quadro e determinar o diagnóstico. Inicialmente, o médico irá realizar uma avaliação clínica dos sinais de infecção e dos sintomas apresentados, além do histórico do paciente. Diante dos sinais, o médico pode solicitar a realização de alguns exames para confirmar o diagnóstico, como: • Tomografia; • Ressonância magnética; • Cintilografia óssea (nos casos que o paciente possuir próteses e outras estruturas que prejudiquem a imagem dos outros exames); • Biópsia óssea; • Exames laboratoriais: • Entre outros. Como é o tratamento dessa condição? A inflamação óssea tem cura e tratamento, e ele será indicado de acordo com cada caso específico. Uma vez determinado o diagnóstico, pode ser iniciado o tratamento da inflamação. Quanto antes esse tratamento for iniciado, menor será o avanço da doença e mais rápido o paciente poderá se recuperar. No caso da fase aguda da doença, o tratamento faz uso de medicamentos antibióticos para combater os agentes infecciosos. Dependendo do tamanho e da gravidade da infecção, pode ser realizada a remoção dos tecidos infectados através de cirurgia. Na fase crônica, o tratamento é um pouco mais difícil, sendo necessário a remoção total da parte que está infeccionada para conter o avanço da doença. Dependendo do tempo que o osso ficou infeccionado, pode acontecer a perda estrutural ou necrose, e em casos mais graves, pode ser necessário amputar o membro. A limpeza cirúrgica tem como objetivo remover os focos de inflamação do osso, retirar a prótese infectada (quando necessário), e coletar material biológico para a realização de biópsias e culturas.

Reconstrução e alongamento ósseo, quando eles são indicados?

O objetivo da técnica de reconstrução e alongamento ósseo é ajudar na correção de desigualdade entre membros superiores ou inferiores (quando uma perna ou braço é mais curto do que o outro), e também no tratamento de deformidades. Essas condições podem ser de origem congênita, traumática ou neurológica. Essa cirurgia também ajuda a tratar traumatismos ósseos, esmagamento e até mesmo a necrose (quando há a necessidade de remover parte do osso para tratar e combater infecções). Outra indicação é no tratamento de lesões e fraturas que não consolidam e infecções ósseas. Essa reconstrução anatômica ajuda o paciente a retomar a sua mobilidade e reestabelecer as funções do membro afetado, ganhando em autonomia e qualidade de vida. Nos casos em que a função do membro não está prejudicada, o procedimento leva o nome de alongamento ósseo estético. A técnica mais utilizada atualmente para o alongamento ósseo é através de um fixador externo circular, que é fixado no osso a ser alongado com a ajuda de pequenas incisões. O alongamento ocorre de forma lenta, pois é necessário que o osso faça a sua parte, se regenerando e criando mais tecido. Em média, é alongado cerca de 1 milímetro por dia, até que o osso atinja o comprimento esperado. O distanciamento constante e gradual faz com que as extremidades ósseas produzam mais tecido ósseo para se encontrarem, fazendo que, no final do procedimento, o osso termine no tamanho correto. Mas a reconstrução óssea não se limita à utilização de fixadores externos, podendo aplicar diferentes técnicas, dependendo da lesão a ser corrigida, da localização ou do tamanho do osso a ser reconstituído. Para quem é indicado esse tratamento? A reconstrução e o alongamento ósseo são utilizados pra tratar diversas condições ortopédicas, como: • Discrepâncias (diferenças de tamanho entre membros superiores ou inferiores – braços e pernas); • Sequelas e complicações decorrentes de traumas (como fraturas ou esmagamentos); • Lesões que não consolidam (pseudoartrose); • Consolidação viciosa (quando ocorre a cicatrização do tecido ósseo, mas de forma incorreta); • Quebra de material implantado (como placas, parafusos e hastes); • Infecções ósseas; • Próteses que apresentam algum grau de infecção; • Pseudoartrose com processo infeccioso; • Doenças osteometabólicas; • Deformidades congênitas; • Doenças degenerativas; • Raquitismo; • Sequela de lesão fisária; • Pé torto congênito; • Entre muitas outras condições. Como é a recuperação da Reconstrução e alongamento ósseo? Por se tratar um procedimento complexo, a recuperação desse tipo de cirurgia é bastante delicada. Via de regra, para cada centímetro que foi alongado, é necessário um tempo de recuperação de 45 a 60 dias. Ou seja: nos casos onde o osso foi alongado em cinco centímetros, a recuperação pode levar, em média, de 200 a 250 dias até a completa regeneração. A reconstrução e alongamento ósseo é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia desde 1994 (quando foi fundado o comitê ASAMI, voltado para essa especialidade). Por conta do seu elevado grau de complexidade, ela só deve ser realizada por médicos especialistas em alongamento. Como é um procedimento complexo que envolve diversos riscos, é preciso escolher um profissional com bastante cautela. Antes de mais nada, é essencial verificar se o médico faz parte da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e ASAMI (Sociedade Brasileira de Reconstrução e Alongamento Ósseo), e avaliar a experiência desse profissional no ramo. Essa cirurgia envolve riscos diversos, e contar com um bom profissional pode ser a chave para garantir a segurança e o sucesso desse procedimento. A técnica de reconstrução e alongamento ósseo é voltada para tratar diversas condições ortopédicas em corrigir inúmeras deformidades ósseas (congênitas ou não). Através dela, é possível reconstituir o osso danificado para que o paciente retome a mobilidade e a qualidade de vida. Em muitos casos, essa técnica também é aplicada em pacientes que apresentam baixa estatura já adultos e desejam ficar um pouco mais altos. Nesse caso, o procedimento é chamado de alongamento ósseo estético. A reconstrução e alongamento ósseo é indicada para o tratamento de diversas condições, como: • Discrepâncias (diferenças de tamanho entre membros superiores ou inferiores – braços e pernas); • Sequelas e complicações decorrentes de traumas (como fraturas ou esmagamentos); • Lesões que não consolidam (pseudoartrose); • Consolidação viciosa (quando ocorre a cicatrização do tecido ósseo, mas de forma incorreta); • Quebra de material implantado (como placas, parafusos e hastes); • Infecções ósseas; • Próteses que apresentam algum grau de infecção; • Pseudoartrose com processo infeccioso; • Doenças osteometabólicas; • Deformidades congênitas; • Doenças degenerativas; • Raquitismo; • Sequela de lesão fisária; • Pé torto congênito; • Entre muitas outras condições. Independentemente do caso, é essencial buscar a ajuda de um médico especialista para avaliar o quadro e determinar qual o melhor tratamento a ser aplicado.