Quais os riscos da cirurgia de alongamento ósseo?
Muito popular na atualidade, a cirurgia de alongamento ósseo vem sendo aplicada na correção e tratamento de diversas condições, como: · Defeitos ósseos; · Deformidades congênitas ou adquiridas; · Osteomielite; · Fraturas não consolidadas; · Diferenças nos tamanhos dos membros (encurtamento); · Consolidações ósseas viciosas; · Necroses; · Acidentes; · Alongamento estético (para aumento de estatura). De forma simplificada, essa cirurgia é um tipo de distração osteogênica, ou seja: através de um corte no osso a ser alongado, é feito o afastamento das extremidades de maneira gradual. Para que isso seja possível, o médico utiliza uma ferramenta chamada fixador externo, que permite que as extremidades sejam distanciadas da forma correta e estimula a regeneração do tecido ósseo. No caso do alongamento de membros inferiores, o fixador externo pode ser posicionado no fêmur ou na tíbia, e nos membros superiores, é implantado no úmero. Independente do caso, o paciente precisa ser avaliado por diversas especialidades, incluindo um psicólogo. Isso porque, por se tratar de um procedimento longo e complexo, é importante verificar se o paciente está pronto para passar por todas as etapas. Quais as possíveis complicações no alongamento ósseo? Por ser um procedimento invasivo e que pode afetar diversas estruturas do corpo, algumas complicações podem decorrer, assim como em qualquer cirurgia. Dentre as principais complicações, podemos separá-las da seguinte forma: Complicações decorrentes do procedimento cirúrgico: · Consolidação óssea prematura; · Falha ou atraso na formação do tecido ósseo; · Lesões nos nervos (nesse caso, o nervo próximo ao osso alongado pode ser esticão além da sua capacidade); · Contraturas articulares; · Contraturas musculares; · Deformidades; · Subluxação. Complicações relacionadas com o fixador externo: · Infecções locais; · Rigidez articular; · Rigidez muscular; · Lesões neurovasculares; · Cicatrizes. Para reduzir as chances de complicações, é imprescindível que o paciente conte com um médico especialista de confiança. É imprescindível que todas as etapas do pré-operatório sejam realizadas, de forma a garantir que o paciente esteja preparado, tanto física quanto psicologicamente para passar por todas as fases do alongamento ósseo. Além dos aproximadamente dois meses de alongamento, onde 7 dias são para a adaptação após a colocação do fixador externo e 50 dias para o alongamento do osso (de 1 milímetro por dia para garantir a consolidação óssea adequada), o paciente passa pelo processo de recuperação do alongamento ósseo. Essa fase é extremamente importante para o sucesso do procedimento, pois o paciente passa pelo acompanhamento fisioterapêutico. Nessa fase, juntamente com o médico, o fisioterapeuta irá garantir que o paciente fortaleça o membro e consiga garantir o arco de movimento. Dessa forma, todas as estruturas afetadas pelo alongamento (osso, tendões, nervos, músculos, entre outros) poderão se fortalecer e manter a sua funcionalidade. Quando bem recomendado e realizado por um profissional altamente capacitado, o alongamento ósseo pode entregar excelentes resultados. Embora longo, esse procedimento é consideravelmente simples. Com a indicação e realização correta, além de um processo de recuperação adequado, o alongamento ósseo pode trazer excelentes resultados e trazer uma maior qualidade de vida para o paciente.